Amamentação e autismo

Saiba mais sobre como a amamentação pode ser um auxiliar na identificação do autismo no bebê.




O que é o Autismo?


O Autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) recebe o nome de espectro, porque envolve situações e apresentações muito diferentes umas das outras, com gradação desde leve até grave. Apesar de os sinais do transtorno variarem, há três comprometimentos que são considerados mais comuns, relacionados com as dificuldades de comunicação e relacionamento social.


O primeiro é na interação social, ou seja, no modo de se relacionar com outras crianças, adultos ou com o meio ambiente. Segundo Daniel Sousa Filho, psiquiatra da infância e adolescência, “uma das teorias que explica esse comportamento afirma que o autista tem dificuldade de entender o outro e de se colocar no lugar de alguém. Não compreende sentimentos e vontades, por isso se isola”.


O segundo sintoma recorrente é a dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos. Há crianças que não desenvolvem a fala e outras que têm fala repetitiva.


Por fim, crianças que apresentam TEA podem desenvolver padrão de comportamento restritivo e repetitivo, e qualquer mudança na rotina passa a ser incômoda para a criança.


Por tudo isso, o diagnóstico do autismo é complexo e deve ser feito por uma equipe multidisciplinar. Geralmente é diagnosticado entre 2 e 6 anos, pois nesse período que os sinais se tornam mais evidentes, levando os pais a procurarem ajuda profissional. No entanto, alguns indicativos desde bebê podem servir como alerta, como a criança ficar parada no berço, sem reagir aos estímulos, e evitar o contato visual.


A amamentação pode auxiliar o diagnóstico de TEA?


A perturbação da interação social é geralmente o primeiro sinal de alerta por se manifestar antes da linguagem oral. Os bebês autistas não demonstram interesse pelos pais, não sorriem, não fazem contato ocular, mostram indiferença pelas pessoas e pelo ambiente, não atendem quando são chamados pelo nome. É nesta característica que a observação da amamentação pode ajudar a suspeita de autismo, pois bebês que apresentam o transtorno comumente não buscam o seio materno, não demonstram fome e não fazem contato ocular com a mãe nesse momento.


Antes do primeiro ano de vida, o bebê autista está sempre irritado, mesmo quando mamando ou recebendo atenção. Por volta dos 8 meses, o bebê não interage com o meio ambiente, ficando indiferente às coisas que geralmente chamam atenção, como bichinhos. Não reage a brincadeiras de esconder o rosto e achar. É comum também que crianças autistas se interessem apenas por uma parte do brinquedo, interagindo com ele de forma mais repetitiva - elas podem ficar girando a roda de um carrinho, em vez de arrastá-lo. Há casos, ainda, em que a criança se desenvolve como o esperado até 1 ano e meio, e apenas depois os primeiros sinais do autismo se apresentam, parando de sorrir ou de se comunicar, por exemplo.

O diagnóstico de autismo modifica bastante a dinâmica da família inteira. Por isso, as pessoas envolvidas no cuidado da criança precisam conhecer as características deste transtorno e aprender técnicas que facilitam a independência e a comunicação da criança, além da interação social com todos que com ela convivem.

Crianças com autismo precisam de tratamento, assim como suas famílias necessitam de apoio, informação e treinamento.


Fonte: UnaSUS; site Aconchego Amamentação

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