Atrasar o primeiro banho ajuda na amamentação

Atualizado: Mar 4



Não é novidade que esperar algumas horas para dar o primeiro banho no recém-nascido traz diversos benefícios para o bebê. Essa, inclusive, é uma das recomendações oficiais da Organização Mundial da Saúde. Segundo estudos anteriores, o vérnix (substância branca e gordurosa que cobre o corpo do bebê no útero da mãe) possui propriedades antimicrobianas que ajudam a proteger a pele e até no desenvolvimento do pulmão.


No entanto, nem todos os hospitais seguem essa prática. O Cleveland Clinic Hillcrest Hospital, na cidade de Mayfield Heights, em Ohio, Estados Unidos, era um deles. O hospital costumava ter uma política que previa o banho em duas horas após o nascimento. A equipe começou a ver cada vez mais pacientes pedindo para atrasar esse protocolo. Por isso, Heather Condo DiCioccio, especialista em desenvolvimento profissional de enfermagem, decidiu, junto com seus colegas, investigar e descobriu muito mais do que esperava.


Qual é a ligação entre o banho e a #amamentação?


O estudo liderado por DiCioccio envolveu mais de 900 mães e seus recém-nascidos saudáveis. Cerca de metade seguiu a política anterior do hospital de dar banho nos bebês com cerca de duas horas de vida. O restante atrasou o primeiro banho em pelo menos 12 horas.


Ao comparar os dois grupos, descobriram que as taxas de amamentação exclusiva subiu de 59,8% para 68,2% no primeiro grupo. Uma possível explicação é que retardar o banho significa mais tempo ininterrupto de contato pele a pele entre o bebê e a mãe. Com isso, a criança fica mais calma e menos estressada. Outra possibilidade é a de que os recém-nascidos contem com um aroma familiar que os guia até o peito. "Eles estão nadando no líquido amniótico por 38, 39, 40 semanas de vida e o seio da mãe produz um cheiro parecido", explica a autora do estudo. “Então o pensamento é que talvez os dois cheiros ajudem o bebê a fortalecer o vínculo. Isso torna mais fácil para o bebê encontrar algo confortável, de que ele goste”, diz.


O estudo também descobriu que os recém-nascidos que tomaram banho mais tarde eram mais propensos a ter uma temperatura normal após o banho, em comparação com os bebês mais novos, que estavam com frio e talvez cansados demais para mamar. Ainda segundo a pesquisa, o efeito foi mais forte em mulheres que tiveram parto normal.


No entanto, se a mãe for diagnosticada com HIV, lesões ativas por herpes, hepatite B ou C, a recomendação ainda é dar banho no recém-nascido por volta de duas horas depois do parto. Isso por causa do risco de ser exposto a patógenos sanguíneos.


Fonte: Revista Crescer


0 visualização

Razão Social: Amor de Leite

CNPJ: 36.456.147/0001-38

Endereço comercial: Rua Coronel Cota, 63 - Rio de Janeiro/ RJ   Brasil

Prazo de envio (padrão): até 5 dias úteis após a confirmação de pagamento.