Dor de ouvido, praia e piscina: que cuidados devo tomar?

Atualizado: há 2 horas




IDENTIFICANDO OS PROBLEMAS


É comum os termos “dor de ouvido” e “otite” serem usados como sinônimos, mas é importante entendermos a diferença entre eles. Dor de ouvido (negrito) (otalgia) é o sintoma que leva alguém a procurar atendimento, otite (negrito) se refere à um processo inflamatório do ouvido e pode ser de dois tipos: otite externa e otite média.


TIPOS DE OTITES


Otite externa é a inflamação do canal auditivo, que começa no orifício visível da orelha e termina cerca de 2 centímetros para a parte interna. Esse é o tipo mais comum nos meses quentes de verão, devido aos banhos de mar e piscina. É uma inflamação da pele que reveste as paredes desse canal. Uma das causas mais comuns é o excesso de água ou umidade acumulada.


Já a otite média é uma inflamação mais profunda e sem relação com a entrada de água nos ouvidos. Neste caso, a parte inflamada é interna ao tímpano, numa cavidade protegida da entrada de água. Normalmente é causada por inflamações do nariz e da garganta, decorrentes de alergias, refluxo gastroesofágico, vírus e bactérias. Se torna mais comum no período de inverno.


DADOS E CAUSAS


- 8 em cada 10 crianças têm algum episódio de dor de ouvido até os 6 anos de idade;

- Segundo dados norte-americanos, metade de todos os antibióticos prescritos nessa faixa etária – muitas vezes de forma exagerada – são para infecções de ouvido;

- As crianças, por suas características anatômicas, têm um risco maior do que os adultos de desenvolverem otites;

- A natação é uma das atividades físicas mais comuns na infância e pode estar relacionada a um aumento na incidência de otites externas.


PREVENÇÃO

- Não se deve praticar natação ou deixar cair água dentro do canal auditivo durante o tratamento. Em crianças pequenas, mesmo o banho deve ser dado com atenção. Pode ser indicado usar algum tampão auditivo ou um algodão embebido em substância oleosa para vedar o ouvido durante o banho.


- Crianças com episódios frequentes devem tomar mais cuidado e podem precisar de outras intervenções cotidianas para garantir que o ouvido fique seco por dentro. O problema não é a água que entra, mas o acúmulo interno.

- Não introduza nenhum instrumento para limpar ou coçar o interior dos ouvidos. Além do risco de lesar a pele, a remoção da camada de cera sobre a mesma deixa desprotegido e mais propenso a se infectar em contato com a água.


Fonte: portalotorrino.com.br


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